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Estadão: Remuneração após ensino técnico é 32% maior comparada ao ensino médio

  • 7 de dezembro de 2023

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, con­clu­são se baseia em revi­são de 16 estu­dos, que mos­tra que o inves­ti­mento público em ensino pro­fis­si­o­nal é ren­tá­vel

Leia na íntegra a reportagem veiculada pelo jornal O Estado de S.Paulo

Uma revi­são de 16 estu­dos naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais con­cluiu que há aumento de 32% na remu­ne­ra­ção rece­bida ao longo da vida de pro­fis­si­o­nais que con­cluem o ensino téc­nico. A aná­lise, feita pelo pes­qui­sa­dor do Insper Ricardo Paes de Bar­ros e outros cole­gas, resul­tou no livro “Impacto da Edu­ca­ção Téc­nica sobre a Empre­ga­bi­li­dade e a Remu­ne­ra­ção”. A pes­quisa ainda vê a edu­ca­ção pro­fis­si­o­nal e tec­no­ló­gica como inves­ti­mento público ren­tá­vel, em que para cada R$ 1 vol­tam R$ 3 em forma de salá­rio ao jovem.

O estudo indica ainda que o ensino téc­nico eleva a pro­ba­bi­li­dade de ocu­pa­ção dos tra­ba­lha­do­res em 7,6 pon­tos por­cen­tu­ais, com­pa­rado com os que fize­ram o ensino médio regu­lar. “O jovem vai ficar menos tempo desem­pre­gado, tra­ba­lhar um número maior de horas e ainda ganhar mais por essas horas”, diz Ricardo Paes de Bar­ros. “A evi­dên­cia dis­po­ní­vel é abso­lu­ta­mente unâ­nime em apon­tar a edu­ca­ção téc­nica como inves­ti­mento social extre­ma­mente ren­tá­vel”, con­clui o estudo, feito em par­ce­ria com o Itaú Edu­ca­ção e Tra­ba­lho e o Ins­ti­tuto Uni­banco. Como o Esta­dão mos­trou, outro estudo do Ins­per reve­lou que ampliar a quan­ti­dade de alu­nos no ensino téc­nico tem um impacto posi­tivo de até 2,32% no Produto Interno Bruto (PIB) bra­si­leiro.

 

Teoria e prática – O ensino téc­nico tam­bém é visto como forma de dar sig­ni­fi­cado à escola para o ado­les­cente e ser um grande mobi­li­za­dor entre teo­ria e prá­tica. O estudo do Ins­per fala de como a “expo­si­ção a temas pro­fis­si­o­nais e tec­no­ló­gi­cos pode dar con­cre­tude ao cur­rí­culo do ensino médio”, evi­tar o aban­dono e “pro­mo­ver maior apren­di­zado nas áreas de conhe­ci­mento tra­di­ci­o­nais”. Paí­ses desen­vol­vi­dos, que têm os melho­res resul­ta­dos em ava­li­a­ções inter­na­ci­o­nais de edu­ca­ção, inves­tem muito para que os alu­nos cur­sem o ensino pro­fis­si­o­nal junto com o médio. No Bra­sil, só 10% dos alu­nos estão matri­cu­la­dos no téc­nico, quando a taxa é de 68% na Fin­lân­dia e de 49% na Ale­ma­nha.

A ampli­a­ção da moda­li­dade é enca­rada como pri­o­ri­dade pelo Minis­té­rio da Edu­ca­ção, mas há crí­ti­cas sobre como a carga horá­ria foi defi­nida na refor­mu­la­ção do novo ensino médio, envi­ada ao Con­gresso pelo governo em outu­bro. O téc­nico é uma das opções que as esco­las esta­du­ais podem ofe­re­cer no novo ensino médio, que prevê cur­rí­culo de carga horá­ria mais fle­xí­vel, com parte do con­te­údo a ser esco­lhido pelo aluno.

Ricardo Paes de Bar­ros explica, porém, que, para que haja o impacto pre­visto, o estu­dante pre­cisa con­cluir o ensino téc­nico e tra­ba­lhar nas áreas sobre as quais estu­dou. “Não é uma pas­sa­gem pelo téc­nico que vai fazer dife­rença. E ele tem que usar o que apren­deu.” Estu­dos con­si­de­ra­dos na pes­quisa mos­tram que 60% dos estu­dan­tes aban­do­nam o téc­nico antes da con­clu­são.

 

Investimento – Os pes­qui­sa­do­res con­si­de­ra­ram que o aluno que fina­liza o ensino médio regu­lar no Bra­sil tem esti­ma­tiva de remu­ne­ra­ção ao longo da vida de R$ 427 mil. Esse valor aumenta em R$ 137 mil, o que repre­senta 32%, che­gando a R$ 564 mil quando ele con­clui o médio téc­nico. Tam­bém foi cal­cu­lado quanto do inves­ti­mento feito pelo governo vol­ta­ria em forma de salá­rio ao tra­ba­lha­dor. A esti­ma­tiva é a de que se invista R$ 16 mil a mais por aluno no ensino téc­nico, se com­pa­rado ao médio regu­lar. “O Bra­sil vai gas­tar R$ 16 mil a mais para o aluno ganhar R$ 137 mil a mais, ou seja, uma rela­ção de 1 para 8”, diz Ricardo Paes de Bar­ros. Mas, explica, é pre­ciso con­si­de­rar que 60% não con­cluem o téc­nico, então não têm ganho algum. Dessa forma, para cada R$ 1 inves­tido no estu­dante do ensino téc­nico vol­tam R$ 3 em forma de salá­rio ao jovem.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Uma revi­são de 16 estu­dos naci­o­nais e inter­na­ci­o­nais con­cluiu que há aumento de 32% na remu­ne­ra­ção rece­bida ao longo da vida de pro­fis­si­o­nais que con­cluem o ensino téc­nico. A aná­lise, feita pelo pes­qui­sa­dor do Insper Ricardo Paes de Bar­ros e outros cole­gas, resul­tou no livro “Impacto da Edu­ca­ção Téc­nica sobre a Empre­ga­bi­li­dade e a Remu­ne­ra­ção”. A pes­quisa ainda vê a edu­ca­ção pro­fis­si­o­nal e tec­no­ló­gica como inves­ti­mento público ren­tá­vel, em que para cada R$ 1 vol­tam R$ 3 em forma de salá­rio ao jovem.

O estudo indica ainda que o ensino téc­nico eleva a pro­ba­bi­li­dade de ocu­pa­ção dos tra­ba­lha­do­res em 7,6 pon­tos por­cen­tu­ais, com­pa­rado com os que fize­ram o ensino médio regu­lar. “O jovem vai ficar menos tempo desem­pre­gado, tra­ba­lhar um número maior de horas e ainda ganhar mais por essas horas”, diz Ricardo Paes de Bar­ros. “A evi­dên­cia dis­po­ní­vel é abso­lu­ta­mente unâ­nime em apon­tar a edu­ca­ção téc­nica como inves­ti­mento social extre­ma­mente ren­tá­vel”, con­clui o estudo, feito em par­ce­ria com o Itaú Edu­ca­ção e Tra­ba­lho e o Ins­ti­tuto Uni­banco. Como o Esta­dão mos­trou, outro estudo do Ins­per reve­lou que ampliar a quan­ti­dade de alu­nos no ensino téc­nico tem um impacto posi­tivo de até 2,32% no Produto Interno Bruto (PIB) bra­si­leiro.

 

Teoria e prática – O ensino téc­nico tam­bém é visto como forma de dar sig­ni­fi­cado à escola para o ado­les­cente e ser um grande mobi­li­za­dor entre teo­ria e prá­tica. O estudo do Ins­per fala de como a “expo­si­ção a temas pro­fis­si­o­nais e tec­no­ló­gi­cos pode dar con­cre­tude ao cur­rí­culo do ensino médio”, evi­tar o aban­dono e “pro­mo­ver maior apren­di­zado nas áreas de conhe­ci­mento tra­di­ci­o­nais”. Paí­ses desen­vol­vi­dos, que têm os melho­res resul­ta­dos em ava­li­a­ções inter­na­ci­o­nais de edu­ca­ção, inves­tem muito para que os alu­nos cur­sem o ensino pro­fis­si­o­nal junto com o médio. No Bra­sil, só 10% dos alu­nos estão matri­cu­la­dos no téc­nico, quando a taxa é de 68% na Fin­lân­dia e de 49% na Ale­ma­nha.

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