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CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher

  • 22 de outubro de 2020

Acompanhe alguns pontos abordados em cada palestra, com temas voltados ao cuidado com a saúde da mulher

CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher, evento online realizado no dia 20 de outubro de 2020 com transmissão ao vivo pelo YouTube

As precauções com a saúde feminina devem ser de janeiro a janeiro, mas é no mês de outubro que a campanha de conscientização contra o câncer de mama ganha destaque no mundo inteiro e pauta ações de entidades públicas e privadas. Assim, como parte das atividades referentes ao Outubro Rosa o Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP) realizou mais um evento online no dia 20 outubro de 2020, com transmissão ao vivo pelo YouTube das 19 às 21h30: CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher, com uma série de palestras ministradas voluntariamente por profissionais da área de saúde, informando, orientando e compartilhando informações importantes sobre os cuidados com a saúde da mulher, essenciais para conhecimento de toda a sociedade e não apenas do universo feminino.

O evento contou com o apoio de várias instituições: Associação Brasileira de Mulheres Médicas (ABMM), Associação de Mulheres Médicas de São Paulo, Associação dos Profissionais Técnicos de Americana e Região (ATECAM), Associação dos Técnicos das Empresas Energéticas do Estado de São Paulo (ATEESP), Associação Limeirense de Cuidado e Carinho (ALICC), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-SP), Sindicato dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (SINTEC-SP) e comunidade online Elas no AVAC-R. Também colaboraram para a realização do evento, indicando e intermediando contatos: Marilene Mariottoni, vice-presidente da Associação Paulista de Municípios (APM); e Marilene Rezende Melo, vice-presidente da ABMM. “A maioria dos profissionais registrados no CRT-SP é do sexo masculino, mas como entidade pública federal que representa técnicos e técnicas, nós temos o compromisso perante a sociedade de incentivar ações que promovam informação e igualdade de gênero”, discursou a diretora administrativa Sandra Zamboli Fontana na abertura do evento, acompanhada pela conselheira e Técnica em Meio Ambiente Daiana Aparecida Romanini Zanon Terêncio, que destacou a importância dos temas abordados e o início de um novo momento do conselho para com a classe feminina. “Esse evento também visa despertar nas técnicas uma autorresponsabilidade, para que elas se preocupem com suas saúdes”, disse.

A mediação ficou por conta da assessora de marketing e inovação, Fabiana Herculano Moraes, que agradeceu a todos, referindo-se às palestrantes como “mulheres incríveis” que aceitaram o convite para participar do evento. “Estamos com o chat aberto para perguntas que, no final, serão encaminhadas às palestrantes”, anunciou, mencionando que o CRT-SP não poderia perder a oportunidade para, no mês de conscientização da prevenção quanto ao câncer de mama, falar sobre equidade na carreira técnica e igualdade de gênero.

Elizabeth Giunco Alexandre: “Os Diferentes Sintomas do Infarto na Mulher”

Presidente da ABMM, Elizabeth Giunco Alexandre palestrou sobre “Os Diferentes Sintomas do Infarto na Mulher”, apresentando de antemão as principais causas de mortalidade na população brasileira: as doenças cardiovasculares – infarto e acidente vascular cerebral – ocupam o topo da lista. “O infarto está relacionado a fatores de risco, que têm uma participação de causualidade no desenvolvimento da doença”, explica a cardiologista, elencando como fatores de risco a hipertensão, doença mais comum da vida adulta; colesterol; diabetes; tabagismo que, segundo a doutora, causa mais mal ao coração das mulheres do que ao dos homens; sedentarismo; estresse, que afeta diretamente o sistema cardiovascular; e depressão, que emergiu consideravelmente durante a pandemia.

Ela também aponta vários sintomas prévios do infarto, acrescentando que muitas vezes a mulher não apresenta dores no peito, mas no abdômen. Acrescenta: suor frio, falta de ar, palidez, cansaço, tontura, dores no corpo, palpitações, náuseas e dificuldades para dormir. Portanto, qualquer desses sintomas é sinal de alerta do próprio organismo à procura de um médico para exames preliminares. “Temos que dar ênfase às diferenças biológicas entre homens e mulheres, pois são diferentes em todos os órgãos”, alerta, salientando que o conhecimento é pré-requisito essencial para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento que respeitam as características de cada mulher.

Ana Regina Vlainich: “Cuidados com a Saúde Ocular Feminina”

Presidente da Associação de Mulheres Médicas de São Paulo, Ana Regina Vlainich dissertou sobre os “Cuidados com a Saúde Ocular Feminina”. “Por que é importante considerar o gênero no estudo da medicina”, questiona. Porque toda célula é masculina ou feminina; as doenças se manifestam de maneira diferenciada; e os medicamentos têm ações diferentes em relação ao gênero. Naturalmente que o olho merece elogios; afinal, quem ministra a palestra é uma especialista em oftalmologia. “O olho é uma máquina maravilhosa, e a saúde dos olhos é uma janela para a saúde do corpo”, emenda, considerando que tudo no mundo é visual. “Quando analisamos o fundo do olho, aqueles vasos podem indicar doenças no organismo”, acrescenta.

Ela explica o porquê das mulheres serem mais suscetíveis a doenças oculares: estatisticamente, elas vivem mais do que os homens; doenças do tipo esclerose múltipla, artrite e outras causadoras de lesão nos olhos, também são mais frequentes nas mulheres; e, ainda, as consequências decorrentes da gestação, como visão embaçada, cansaço nos olhos, alteração de grau e aumento da pressão ocular. “Algo muito importante e também triste é o aspecto socioeconômico e cultural, pois as mulheres brasileiras são tão cuidadoras que esquecem de si mesmas”, adverte, citando a dificuldade no acesso à informação, nível educacional e residência em locais isolados, longe de postos de saúde e hospitais.

Apesar das dificuldades enfrentadas por muitas famílias brasileiras, ela finaliza com uma frase bem altruísta: “São mulheres que incentivam as mulheres; portanto, sejam amigas e companheiras”.

Sônia Maria Rolim Rosa Lima: “Menopausa: o que Você Precisa Saber”

“Menopausa: o que Você Precisa Saber” foi o tema apresentado por Sônia Maria Rolim Rosa Lima, vice-presidente da ABMM Seção São Paulo. Professora titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCM/Santa Casa) e coordenadora do setor de climatério, ela pautou a apresentação em cinco tópicos: conceito de climatério e menopausa, importância do período, principais morbidades, cuidados preventivos e conclusões. “Há sempre uma confusão entre climatério e menopausa: climatério é uma fase da vida da mulher, que compreende a transição do período produtivo para o não reprodutivo; menopausa é o nome dado à última menstruação, que geralmente ocorre dos 48 aos 51 anos”, diferencia a palestrante. Ela recorre a uma projeção do aumento da população mundial e brasileira até 2100, para concluir que cada vez mais mulheres estarão no período de climatério; assim, manter a qualidade de vida é essencial e constitui um problema de saúde pública. Quanto às principais morbidades, pesquisas norte-americanas apontadas pela palestrante indicam que 61% das mulheres têm mais medo do câncer de mama.

Há cuidados a serem tomados? Naturalmente. Entre os conselhos práticos e acessíveis a todos, ela aconselha: parar de fumar, manter uma dieta saudável, evitar excesso de álcool, fazer exercícios regulares, consultar periodicamente os profissionais de saúde, entre outros cuidados. Ao final a palestrante esclarece que, normalmente, a mulher procura o ginecologista, que não está sozinho. “Ele depende do oftalmologista, indica um cardiologista ou endócrino se necessário, um dermatologista, um sexólogo; enfim, a medicina climatérica é multidisciplinar”, conclui.

Lis Proença Vieira: “Alimentação e Saúde da Mulher Pós-moderna”

Professora de nutrição SENAC-SP, Lis Proença Vieira palestrou sobre a “Alimentação e Saúde da Mulher Pós-moderna”, alertando que a alimentação adequada constitui um dos bons hábitos que se deve buscar para ter um propósito na vida. “Somos rodeados de muitos mitos na alimentação, e não devemos atribuir aos chás, por exemplo, o bônus para tratar determinados problemas de saúde”, alerta a nutricionista. “Não se recomenda tomar suplementos para prevenir o surgimento de doenças, pois os alimentos são muito mais completos, com vitaminas, fibras, e trazem benefícios de forma mais eficaz à nossa saúde”, acrescenta.

Há alimentos que podem aumentar os riscos de doenças, principalmente cardiovasculares: grande quantidade de sódio, gordura saturada, gordura trans e açúcar tendem ser maléficos à saúde; por outro lado, o baixo consumo de cereais integrais, frutas, verduras, legumes e peixes podem resultar em doenças crônicas. Ela aconselha identificar bem os alimentos, consultando a lista de ingredientes que os compõem. “Se tiver mais de cinco ingredientes, provavelmente estamos diante de um alimento ultraprocessado”, explica, associando-os cada vez mais ao excesso de peso, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e, consequentemente, mortalidade.

Alimentar-se bem e adequadamente é fundamental, mas em quantidades menores ao longo da vida segundo a palestrante, que também compartilha dicas de como colocar em prática uma alimentação mais saudável.

Cintia Pereira: “Fatores de Risco e Prevenção”

“Parabenizo por essa iniciativa e engajamento nesse momento em que não devemos compartimentalizar a saúde da mulher, mas integrá-la cada vez mais”, assim a ginecologista e obstetra Cintia Pereira, também pós-graduada em sexualidade humana e psiquiatria, deu início à palestra “Fatores de Risco e Prevenção”, destacando que o Outubro Rosa traz várias reflexões à sociedade, não somente quanto ao câncer da mama, mas à saúde da mulher como um todo. “O câncer de mama é uma multiplicação de células anômalas no nosso organismo, que ocorre por uma associação de motivos, sejam genéticos, comportamentais, por uso de medicamentos e abuso de substâncias”, explica.

Entre os fatores de risco, relacionados a questões ambientais e comportamentais, ela destaca: obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e cigarro, exposição frequente a radiações ionizantes, alterações reprodutivas e hormonais, além de fatores genéticos e hereditários. “Infelizmente no Brasil uma pequena fração da população tem acesso à investigação genética”, lamenta, acrescentando que o câncer de mama também pode acontecer nos homens, embora com uma porcentagem menor em relação às mulheres.

Depois de apresentar dados estatísticos das ocorrências de cânceres de mama no Brasil e no mundo, Cintia Pereira aponta a amamentação como um importante fator de proteção à mulher. “Embora não esteja isenta, a mulher que amamenta apresenta menos chance de desenvolver câncer de mama”, observa a palestrante.

Luci Mara Ribeiro Moreira: “O Poder do Acolhimento”

Finalizando o ciclo de palestras do evento, Luci Mara Ribeiro Moreira abordou um tema extremamente importante, mas que muitas vezes passa despercebido: “O Poder do Acolhimento”. “O acolhimento psicológico é aquele momento de intervenção técnica quando a mulher é diagnosticada, com a ajuda de um profissional para fazê-la lidar com a descoberta e o impacto do diagnóstico positivo”, ressalta a psicóloga da ALICC, entidade movida pelo objetivo de prevenção, orientação e assistência aos portadores de câncer, em especial com menor poder aquisitivo. “O acolhimento tem um poder mágico e deveria ser também uma postura ética, sem qualquer espécie de julgamento”, acrescenta.

Nas relações de trabalho, a palestrante afirma que é importante que os empregadores também entrem nessa condição de acolhimento, pelo simples fato de compreender o que a pessoa – no caso, o colaborador – está enfrentando; afinal, há necessidade de afastamento até a recuperação e retorno à atividade. “É importante lembrar que o acolher não provém somente do profissional de saúde, mas se expande à família, amigos e empregadores”, continua.

A falta de acolhimento pode acarretar, segundo a palestrante, em sentimentos como medo, depressão, rejeição, num contexto que vai além da doença. “Portanto, vamos acolher, oferecer à pessoa a oportunidade de dar continuidade na recuperação da saúde”, emenda. Afinal, quando alguém é diagnosticado com câncer, a família também adoece – psicologicamente falando.

Luci Mara Ribeiro Moreira reforça algumas dicas sobre acolhimento: atenção, foco, delicadeza, consideração, enfim. “Acolher é simplesmente sair da nossa individualidade e hospedar o outro em nós mesmos”, conclui.

Como anunciado, no encerramento as palestrantes retornaram para responder perguntas e esclarecer dúvidas dos internautas.

Diante de sua responsabilidade social de informar e orientar sobre assuntos de interesse geral, o CRT-SP reitera que questões relacionadas à saúde da mulher vão muito além do universo feminino, e devem ser discutidas amplamente em todos os meios e setores da sociedade. Por isso, também, que o conteúdo do evento permanecerá disponível no YouTube para orientação, conscientização e compartilhamento.

Para assistir ao CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher, na íntegra, clique aqui.

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  • 22 de outubro de 2020

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CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher, evento online realizado no dia 20 de outubro de 2020 com transmissão ao vivo pelo YouTube

As precauções com a saúde feminina devem ser de janeiro a janeiro, mas é no mês de outubro que a campanha de conscientização contra o câncer de mama ganha destaque no mundo inteiro e pauta ações de entidades públicas e privadas. Assim, como parte das atividades referentes ao Outubro Rosa o Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (CRT-SP) realizou mais um evento online no dia 20 outubro de 2020, com transmissão ao vivo pelo YouTube das 19 às 21h30: CRT-SP Talks: Vamos Falar sobre a Saúde da Mulher, com uma série de palestras ministradas voluntariamente por profissionais da área de saúde, informando, orientando e compartilhando informações importantes sobre os cuidados com a saúde da mulher, essenciais para conhecimento de toda a sociedade e não apenas do universo feminino.

O evento contou com o apoio de várias instituições: Associação Brasileira de Mulheres Médicas (ABMM), Associação de Mulheres Médicas de São Paulo, Associação dos Profissionais Técnicos de Americana e Região (ATECAM), Associação dos Técnicos das Empresas Energéticas do Estado de São Paulo (ATEESP), Associação Limeirense de Cuidado e Carinho (ALICC), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-SP), Sindicato dos Técnicos Industriais do Estado de São Paulo (SINTEC-SP) e comunidade online Elas no AVAC-R. Também colaboraram para a realização do evento, indicando e intermediando contatos: Marilene Mariottoni, vice-presidente da Associação Paulista de Municípios (APM); e Marilene Rezende Melo, vice-presidente da ABMM. “A maioria dos profissionais registrados no CRT-SP é do sexo masculino, mas como entidade pública federal que representa técnicos e técnicas, nós temos o compromisso perante a sociedade de incentivar ações que promovam informação e igualdade de gênero”, discursou a diretora administrativa Sandra Zamboli Fontana na abertura do evento, acompanhada pela conselheira e Técnica em Meio Ambiente Daiana Aparecida Romanini Zanon Terêncio, que destacou a importância dos temas abordados e o início de um novo momento do conselho para com a classe feminina. “Esse evento também visa despertar nas técnicas uma autorresponsabilidade, para que elas se preocupem com suas saúdes”, disse.

A mediação ficou por conta da assessora de marketing e inovação, Fabiana Herculano Moraes, que agradeceu a todos, referindo-se às palestrantes como “mulheres incríveis” que aceitaram o convite para participar do evento. “Estamos com o chat aberto para perguntas que, no final, serão encaminhadas às palestrantes”, anunciou, mencionando que o CRT-SP não poderia perder a oportunidade para, no mês de conscientização da prevenção quanto ao câncer de mama, falar sobre equidade na carreira técnica e igualdade de gênero.

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Ela também aponta vários sintomas prévios do infarto, acrescentando que muitas vezes a mulher não apresenta dores no peito, mas no abdômen. Acrescenta: suor frio, falta de ar, palidez, cansaço, tontura, dores no corpo, palpitações, náuseas e dificuldades para dormir. Portanto, qualquer desses sintomas é sinal de alerta do próprio organismo à procura de um médico para exames preliminares. “Temos que dar ênfase às diferenças biológicas entre homens e mulheres, pois são diferentes em todos os órgãos”, alerta, salientando que o conhecimento é pré-requisito essencial para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento que respeitam as características de cada mulher.

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Há cuidados a serem tomados? Naturalmente. Entre os conselhos práticos e acessíveis a todos, ela aconselha: parar de fumar, manter uma dieta saudável, evitar excesso de álcool, fazer exercícios regulares, consultar periodicamente os profissionais de saúde, entre outros cuidados. Ao final a palestrante esclarece que, normalmente, a mulher procura o ginecologista, que não está sozinho. “Ele depende do oftalmologista, indica um cardiologista ou endócrino se necessário, um dermatologista, um sexólogo; enfim, a medicina climatérica é multidisciplinar”, conclui.

Lis Proença Vieira: “Alimentação e Saúde da Mulher Pós-moderna”

Professora de nutrição SENAC-SP, Lis Proença Vieira palestrou sobre a “Alimentação e Saúde da Mulher Pós-moderna”, alertando que a alimentação adequada constitui um dos bons hábitos que se deve buscar para ter um propósito na vida. “Somos rodeados de muitos mitos na alimentação, e não devemos atribuir aos chás, por exemplo, o bônus para tratar determinados problemas de saúde”, alerta a nutricionista. “Não se recomenda tomar suplementos para prevenir o surgimento de doenças, pois os alimentos são muito mais completos, com vitaminas, fibras, e trazem benefícios de forma mais eficaz à nossa saúde”, acrescenta.

Há alimentos que podem aumentar os riscos de doenças, principalmente cardiovasculares: grande quantidade de sódio, gordura saturada, gordura trans e açúcar tendem ser maléficos à saúde; por outro lado, o baixo consumo de cereais integrais, frutas, verduras, legumes e peixes podem resultar em doenças crônicas. Ela aconselha identificar bem os alimentos, consultando a lista de ingredientes que os compõem. “Se tiver mais de cinco ingredientes, provavelmente estamos diante de um alimento ultraprocessado”, explica, associando-os cada vez mais ao excesso de peso, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e, consequentemente, mortalidade.

Alimentar-se bem e adequadamente é fundamental, mas em quantidades menores ao longo da vida segundo a palestrante, que também compartilha dicas de como colocar em prática uma alimentação mais saudável.

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“Parabenizo por essa iniciativa e engajamento nesse momento em que não devemos compartimentalizar a saúde da mulher, mas integrá-la cada vez mais”, assim a ginecologista e obstetra Cintia Pereira, também pós-graduada em sexualidade humana e psiquiatria, deu início à palestra “Fatores de Risco e Prevenção”, destacando que o Outubro Rosa traz várias reflexões à sociedade, não somente quanto ao câncer da mama, mas à saúde da mulher como um todo. “O câncer de mama é uma multiplicação de células anômalas no nosso organismo, que ocorre por uma associação de motivos, sejam genéticos, comportamentais, por uso de medicamentos e abuso de substâncias”, explica.

Entre os fatores de risco, relacionados a questões ambientais e comportamentais, ela destaca: obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e cigarro, exposição frequente a radiações ionizantes, alterações reprodutivas e hormonais, além de fatores genéticos e hereditários. “Infelizmente no Brasil uma pequena fração da população tem acesso à investigação genética”, lamenta, acrescentando que o câncer de mama também pode acontecer nos homens, embora com uma porcentagem menor em relação às mulheres.

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Luci Mara Ribeiro Moreira: “O Poder do Acolhimento”

Finalizando o ciclo de palestras do evento, Luci Mara Ribeiro Moreira abordou um tema extremamente importante, mas que muitas vezes passa despercebido: “O Poder do Acolhimento”. “O acolhimento psicológico é aquele momento de intervenção técnica quando a mulher é diagnosticada, com a ajuda de um profissional para fazê-la lidar com a descoberta e o impacto do diagnóstico positivo”, ressalta a psicóloga da ALICC, entidade movida pelo objetivo de prevenção, orientação e assistência aos portadores de câncer, em especial com menor poder aquisitivo. “O acolhimento tem um poder mágico e deveria ser também uma postura ética, sem qualquer espécie de julgamento”, acrescenta.

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A falta de acolhimento pode acarretar, segundo a palestrante, em sentimentos como medo, depressão, rejeição, num contexto que vai além da doença. “Portanto, vamos acolher, oferecer à pessoa a oportunidade de dar continuidade na recuperação da saúde”, emenda. Afinal, quando alguém é diagnosticado com câncer, a família também adoece – psicologicamente falando.

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Diante de sua responsabilidade social de informar e orientar sobre assuntos de interesse geral, o CRT-SP reitera que questões relacionadas à saúde da mulher vão muito além do universo feminino, e devem ser discutidas amplamente em todos os meios e setores da sociedade. Por isso, também, que o conteúdo do evento permanecerá disponível no YouTube para orientação, conscientização e compartilhamento.

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